TCL prepara painéis OLED de 700 Hz para monitores gaming: chegam a partir de 2028, feitos com impressão a jato de tinta

Os monitores OLED para jogos podem ficar ainda mais rápidos — e, com sorte, mais baratos. A TCL CSOT, a fabricante de ecrãs do grupo chinês TCL, está a preparar painéis OLED com até 700 Hz para monitores gaming. Segundo a consultora Omdia, que revelou os planos esta semana, os primeiros painéis devem sair de uma fábrica nova em Guangzhou, na China, que começa a produzir em 2028.
O que se sabe
- Frequência: até 700 Hz.
- Tamanhos: a Omdia fala em painéis de 32 e 34 polegadas. Ainda não é claro se os 700 Hz são para estes dois tamanhos ou para outros modelos.
- Resolução: não foi revelada. Também não se sabe se os 700 Hz serão nativos ou um "modo duplo", em que o monitor baixa a resolução para subir a frequência — uma solução que já existe em vários monitores atuais.
- Fábrica: a linha t8, de geração 8.6, em Guangzhou. A construção começou em outubro de 2025 e a produção está prevista para 2028.
A frequência (em Hz) é o número de imagens novas que o monitor mostra por segundo. A 700 Hz, cada imagem fica no ecrã cerca de 1,4 milissegundos, o que deixa o movimento muito mais nítido quando rodas a câmara depressa em jogos competitivos.
Porque é que a impressão a jato de tinta importa
A grande novidade não é só a velocidade: é a forma de fabricar. Hoje, a Samsung Display (QD-OLED) e a LG Display (WOLED) fazem os painéis OLED por evaporação a vácuo: os materiais orgânicos que dão luz são evaporados e passam por uma máscara metálica, e boa parte perde-se pelo caminho.
A TCL aposta na impressão a jato de tinta (IJP): os materiais são dissolvidos e "impressos" diretamente no vidro, gota a gota, com bicos muito finos. Segundo a TechSpot, isto pode cortar até 90% do desperdício desses materiais, que são caros, e facilita fazer painéis grandes. Menos desperdício deve querer dizer, a prazo, monitores OLED mais baratos.
A TCL já tem um primeiro monitor com esta tecnologia no mercado: o MSI PRO MAX OLED 271UPJW12, de 27 polegadas, 4K e 120 Hz, pensado para trabalho de cor e não para jogos.

E os monitores de 700 Hz que já existem?
Os 700 Hz em OLED não são novidade absoluta. A ASUS lançou este ano o ROG Swift OLED PG259QWS Ace, de 24,5 polegadas e Full HD, que chega aos 720 Hz com um painel da LG Display. A diferença é que a TCL quer levar frequências deste nível a ecrãs maiores, de 32 e 34 polegadas, onde hoje os OLED mais rápidos andam pelos 240 a 500 Hz.
Do lado dos monitores LCD, já há modelos ainda mais rápidos, como o AOC AGON PRO AGP257FT de 1.000 Hz, que chega à Europa no início de 2027, e ultrawides como o ASUS TUF Gaming VG34WQML5F a 420 Hz.

Os OLED estão a ficar mais baratos
Os números da Omdia mostram que o mercado está a crescer depressa: este ano devem vender-se 6,1 milhões de painéis OLED para monitores, mais 79% do que em 2025, e mais de 7,5 milhões em 2027. A ASUS é a marca que mais compra (23%), seguida da MSI (14%).
Ao mesmo tempo, os preços caíram: os monitores OLED de 27 polegadas a 240 Hz ficaram mais de 40% mais baratos em 2026, segundo a TechSpot. Com mais uma fábrica a produzir — e com um método mais barato —, a tendência deve continuar, mas ainda faltam pelo menos dois anos até vermos monitores com estes painéis nas lojas.
Vale a pena esperar?
Para a maioria, não. 700 Hz só fazem diferença em jogos competitivos leves, como Counter-Strike 2 ou Valorant, e com um PC capaz de correr perto dos 700 FPS. E 2028 ainda está longe. Se queres um monitor rápido agora, um bom OLED ou IPS de 240 a 360 Hz já é um salto enorme face a um monitor de 60 ou 144 Hz, como o Acer SA243Y P de 144 Hz.
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