RTX Spark: os primeiros testes mostram uma gráfica ao nível de uma RTX 5070 de portátil, mas a parte de jogos ainda tem arestas

O NVIDIA RTX Spark, o chip que junta um processador Arm e uma gráfica Blackwell no mesmo encapsulamento, chega hoje às lojas nos primeiros portáteis com Windows. Na véspera caiu o embargo e saíram os primeiros testes, quase todos no Surface Laptop Ultra da Microsoft com a versão mais forte do chip: 20 núcleos de processador e uma gráfica com 6144 núcleos CUDA.
O resumo é parecido em todos: a gráfica impressiona para um chip deste tipo, o processador fica atrás da Apple e, nos jogos, a compatibilidade ainda tem falhas.
Nos jogos: perto de uma RTX 5070 de portátil
Nos testes do Tom's Guide, em Cyberpunk 2077 a 1080p no preset Extreme com ray tracing e sem DLSS, o RTX Spark fez 39 FPS. Fica à frente de um portátil com RTX 5070 (35 FPS) e muito à frente de um com RTX 5060 (14 FPS), mas longe de uma RTX 5090 de portátil (89 FPS). Com DLSS, sobe para 80 FPS, praticamente o mesmo que a RTX 5070 (81 FPS).

Em Black Myth: Wukong, a 1080p em Cinematic e sem DLSS, o Tom's Guide mediu 36 FPS no RTX Spark, contra 30 FPS da RTX 5070 e 24 FPS da RTX 5060. Em Forza Horizon 6 a 1440p, em Ultra com ray tracing, DLSS 4.5 e Frame Generation, deu cerca de 73 FPS.
No 3DMark Steel Nomad, também nos testes do Tom's Guide, o RTX Spark passa o Apple M5 Pro, o Ryzen AI Max+ 395 da AMD e o Core Ultra X9 388H da Intel:

Outro teste chega à mesma conclusão
O Windows Central testou o mesmo portátil, com 128 GB de memória partilhada, e chegou a um resultado parecido: 12.771 pontos no 3DMark Time Spy (1440p), ao nível de uma RTX 4070. Nos jogos, a 1440p, Marvel's Spider-Man 2 e The Witcher 3 em High ficaram perto dos 90 FPS, e Cyberpunk 2077 com ray tracing e Frame Generation aguentou os 60 FPS.
A HotHardware também pôs o RTX Spark à frente em Cyberpunk 2077, mas atrás da gráfica Radeon 8060S da AMD em The Talos Principle II, um jogo que não tem versão para Arm e corre através do emulador Prism do Windows.

As arestas
- Emulação: a maioria dos jogos é feita para processadores x86 e corre através do Prism. Normalmente funciona, mas há exceções. No Windows Central, Red Dead Redemption 2 fechou ao arrancar com o Vulkan e só funcionou com DirectX 12, e Shadow of the Tomb Raider demorou bastante a carregar.
- Processador: no Geekbench, o Tom's Guide mediu 2604 pontos com um núcleo e 23 610 com todos, abaixo do Apple M5 Pro (3690 e 29 659) e ao nível do Snapdragon X2 Elite Extreme.
- Bateria a jogar: no PCMark 10 em jogos, aguentou 1 hora e 38 minutos, mais do que os portáteis com RTX 5060, 5070 e 5090 do mesmo teste, mas longe de dar para uma tarde fora de casa.
- Preço: o Windows Central lembra que os portáteis com RTX Spark são caros e que um portátil Intel ou AMD com uma placa NVIDIA dedicada dá mais FPS pelo mesmo dinheiro. Em Portugal, o Surface Laptop Ultra com RTX Spark começa nos 2.899 €.
Para quem é
Para quem trabalha com IA no próprio PC, cria conteúdos ou programa e quer um portátil fino com uma gráfica forte, o RTX Spark faz sentido. Para quem compra um portátil sobretudo para jogar, os testes dizem o mesmo: um portátil gaming com RTX dedicada continua a ser a escolha mais segura. Vê também a lista de jogos com anti-cheat que já funcionam no RTX Spark e o mini-PC ASUS ProArt GR1X com o mesmo chip.
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