Processadores mais caros: a Intel já subiu preços três vezes, a AMD prepara aumentos e a memória DDR4 subiu 24% em três meses

Depois das placas gráficas, da memória e dos SSD, chegou a vez dos processadores. Segundo a TrendForce, que acompanha o mercado de chips, a Intel já subiu os preços três vezes desde o fim de 2025, a Qualcomm subiu os seus a 1 de outubro e a AMD também se prepara para mexer nos preços. Ao mesmo tempo, a memória DDR4, a dos PCs com alguns anos, está a subir ainda mais depressa do que a DDR5.
Atenção: são os preços que os fabricantes cobram às marcas e aos distribuidores. Nas lojas, estas subidas costumam aparecer ao fim de alguns meses, e não de igual forma em todos os modelos.
Intel: até 20% mais
A última ronda de aumentos da Intel entrou em vigor a 1 de setembro. Segundo a TrendForce, as subidas variam com a família:
- Panther Lake com a gráfica mais potente (os Core Ultra 300 para portáteis): 15 a 20%, a maior subida desta ronda;
- Alder Lake e Twin Lake (a 12.ª geração e os processadores de entrada): 10 a 20%;
- Meteor Lake e Arrow Lake (os Core Ultra 100 e 200, incluindo os Core Ultra 200S para PCs de secretária): 5 a 10%.
Nos Panther Lake, a parte do processador é feita pela própria Intel, mas a parte gráfica mais potente é fabricada pela TSMC, e é essa peça que mais está a puxar o preço para cima.

Qualcomm e AMD
A Qualcomm subiu cerca de 10% os processadores Snapdragon X e Snapdragon X2 Elite, que equipam portáteis Windows com chip Arm, a partir de 1 de outubro.
A AMD avisou os parceiros em setembro de uma possível subida de 10% no quarto trimestre em alguns chips: aceleradores de IA, gráficas e chipsets das motherboards. Os Ryzen não estavam na lista nessa altura, mas o jornal taiwanês Commercial Times diz agora que a AMD também está a preparar ajustes nos preços dos processadores. Toda a gama da AMD é fabricada pela TSMC, que tem subido os preços.

Já tínhamos visto a AMD a subir o preço da memória GDDR6 às marcas de placas gráficas desde 1 de outubro.
DDR4 sobe mais depressa do que a DDR5
Na memória, os números do banco Barclays mostram uma coisa curiosa: a DDR4, que já devia estar a sair de cena, subiu 24% em três meses nos preços de contrato (os que os fabricantes cobram aos grandes clientes), contra 20% da DDR5. Só em outubro, a DDR4 subiu 4% e a DDR5 3%.
Para quem tem um PC com DDR4 — por exemplo um Ryzen 5000 em AM4 ou um Core de 12.ª a 14.ª geração com DDR4 — isto quer dizer que acrescentar memória vai continuar a ficar mais caro. A fabricante Nanya diz que a falta de memória deve durar até ao início de 2028, em linha com o que a Micron disse no início do mês e com a previsão da TrendForce para o fim do ano.

O que fazer
Se estás a pensar montar ou atualizar um PC, as subidas ainda não chegaram todas às lojas. Na Intel, os Core Ultra 200S para PCs de secretária estão entre os que menos sobem, e a AMD ainda não confirmou subidas nos Ryzen. Mas a memória e a placa gráfica continuam a pesar mais no orçamento. As placas gráficas subiram em média 66% num ano nas lojas alemãs, e os portáteis também vão ficar mais caros em 2027.
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A apresentação dos Core Ultra 200S Plus, do canal oficial da Intel:
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